Comentários feitos por Mary Baker Eddy a respeito da morte

8 de novembro de 2022

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Extraído da reminiscência de Florence E. Riley de 23 de setembro de 1918.

Com frequência, recebemos perguntas sobre uma ocasião em que Mary Baker Eddy confortou um casal que havia perdido um filho.

O relato dessa experiência aparece em uma carta de nossa coleção de Reminiscências. Florence E. Riley escreveu sobre uma visita que ela e seu marido, o Dr. Frank Riley, fizeram à Sra. Eddy, em novembro de 1897. O filho mais velho deles falecera havia pouco tempo. Florence Riley relembrou o que a Sra. Eddy disse:

“Agora, com relação à morte!

“Suponhamos que tu sentada nessa cadeira e eu aqui conversando, disse ela apontando para cadeiras posicionadas uma diante da outra, e um arqueiro, através daquela janela, atirasse uma flecha para teu coração; tu sentirias um choque súbito ou golpe interior, nada mais.

“Tentarias continuar nossa conversa, mas eu, acreditando que a flecha tivesse te matado, não conseguiria mais conversar contigo. Então, tu te levantarias da cadeira, sem deixar nela corpo algum, e caminharias por entre aqueles com quem pudesses conversar, ao passo que eu teria de sepultar minha crença de que tu ainda estavas na cadeira.”1

Em sua reminiscência, Adelaide Still, que trabalhou na casa da Sra. Eddy de 1907 a 1910, rememorou que a Sra. Eddy fez comentários semelhantes, não relacionados à conversa que tivera com os Rileys:

[Laura Sargent] também me contou que certa noite, à mesa do jantar, a Sra. Eddy estava comendo um pedaço de torta, quando disse: “Se eu falecesse sentada nesta cadeira, eu despertaria bem aqui na cadeira, e o pedaço de torta estaria ali”. A Sra. Sargent perguntou: “Nós estaríamos com a senhora, Mãe?” Ela respondeu: “Ainda não comprovei isso”.

O relato está de acordo com outro incidente: Certo dia, a Sra. Eddy chamou os alunos e disse: “Se eu estivesse deitada neste sofá e chegasse alguém com um machado e arrancasse minha cabeça, eu acordaria bem aqui no sofá, mas minha cabeça não estaria separada de mim”.2

A Sra. Eddy discorreu amplamente sobre o assunto da morte, em sua obra principal, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras. O livro contém mais de 300 referências à palavra morte. “Os mortais despertam do sonho da morte”, escreveu ela, “com corpos que não são vistos por aqueles que pensam estar sepultando o corpo”.3 Em outro trecho, ela fez a seguinte observação: “O estado físico inalterado de Jesus, depois do que parecera a morte, foi seguido pela sua elevação acima de todas as condições materiais; e essa elevação explicou sua ascensão, e revelou incontestavelmente um período de experiência e de progresso para além do túmulo”.4


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  1. Florence E. Riley, 23 de setembro de 1918, Reminiscência, Florence E. Riley, 2.
  2. M. Adelaide Still, “Reminiscences of The Time I Spent in Mrs. Eddy’s Home May 1907 to December 1910” [Reminiscências do tempo que passei na casa da Sra. Eddy, maio de 1907 a dezembro de 1910], Reminiscência, M. Adelaide Still, 65.
  3. Mary Baker Eddy, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras (Boston: The Christian Science Board of Directors), 429.
  4. Ibidem, 46.