Dos arquivos de papéis: Relatos de cura

6 maio 2022

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Retrato de Mary Baker Eddy produzido em estúdio, aprox. 1884. P00250. W. Shaw Warren. Fotografia de Jennie Fenn, P00662. Igreja de Cristo (Cientista), Resoluções, 1o de dezembro de 1884, L09675.

Em 1o de dezembro de 1884, a Igreja de Cristo (Cientista) adotou várias resoluções, destacando a missão de cura da igreja e o papel que cada um de seus membros desempenhou:

…ao perceber o rápido crescimento e apoiar o fato de que esta grande verdade estava se difundindo mundialmente, de que a mente, a Verdade, a Vida e o Amor, Deus, como nosso Pastor ensina e explica, realmente cura os doentes, e que, quando compreendida, essa verdade traz à tona a perfeição de todas as coisas: também percebemos que temos de empregar mais energia e realizar mais obras de maneira desprendida do ego para estabelecer estes mandamentos de nosso Mestre e os ensinamentos de nossa Pastora: — isto é, curar enfermos, pregar o evangelho e dar testemunho da Verdade.1

A equipe que cuida dos arquivos de papéis de Mary Baker Eddy pesquisou a correspondência do ano que antecedeu e do ano que sucedeu essas resoluções, revelando o motivo pelo qual foram adotadas e enfatizaram a missão de cura da Igreja. Alunos de Mary Baker Eddy, e outros que estavam colocando seus ensinamentos em prática, escreveram para ela relatando as curas que eles e seus pacientes haviam vivenciado. Não eram meramente histórias positivas — mostravam à Sra. Eddy que seus ensinamentos estavam sendo compreendidos e demonstrados. Isso foi especialmente importante, porque fazia pouco tempo que ela começara a preparar outras pessoas para ensinar a Ciência Cristã; ela não era mais sua única mensageira.2 À medida que a Ciência Cristã se difundia pelos Estados Unidos e por meio de outras pessoas além da Sra. Eddy, era fundamental para ela saber que sua missão de cura estava tendo êxito.

Por exemplo, Samuel H. Howes, Jr., escreveu para a Sra. Eddy em 31 de janeiro de 1884, dando testemunho de uma cura que ele vivenciara como paciente de uma aluna dela, Janet T. Colman:

Tenho a honra e o prazer de anunciar ao público que por vinte anos vinha sofrendo grandemente do que foi chamado por todos os Médicos de Envenenamento por Malária, o que levou à Diarreia Crônica e a doenças cardíacas. Passei por muitos Médicos e tentei muitos remédios, mas não obtive nenhum benefício duradouro de nenhum deles, e assim cheguei à conclusão de que tinha de continuar doente pelo resto da vida. Por mero acaso ouvi falar da Ciência Cristã e da Sra. Janet. T. Colman, uma das Alunas da senhora, e que é Cientista. e fiquei sob seu tratamento por Oito semanas, período durante o qual fui curado por ela. Posso realmente dizer que me sinto perfeitamente bem, e posso comer qualquer coisa sem sofrer de nenhum efeito ruim, o que eu não podia fazer antes de receber o tratamento dela. A Ciência Cristã fez tudo isso por mim e muito mais. Devo minha vida a Deus e à C. C.3

Em janeiro de 1885 Mary L. Connable escreveu para a Sra. Eddy sobre o êxito dos Cientistas Cristãos em Petoskey, Michigan, EUA. “Casos crônicos cedem diante de tratamentos realizados amiúde, ataques severos são curados de imediato”, relatou ela. Connable mencionou que um grupo estudara Ciência e Saúde em conjunto, e queria saber o que fazer a seguir:

Como podemos formar uma organização como a de uma filial aqui? A senhora pode nos dar dicas quanto à constituição, a estatutos e a maneiras de atuar? Tendo conhecimento de seu desejo de fazer progredir essa gloriosa causa, e com o desejo de fazer todo o possível para difundir o conhecimento desse evangelho de cura, tomo a liberdade de lhe fazer essas perguntas.4

A Sra. Eddy com frequência orientava seus alunos quando eles começavam sua própria prática da cura, estabelecendo assim a Ciência Cristã por todo o país. Ela fazia isso de muitas maneiras — por meio de cartas, conversas, reuniões da Associação da Ciência Cristã e de seus escritos publicados. Um de seus alunos, George B. Wickersham, escreveu para a Sra. Eddy, em março de 1885, sobre sua prática da Ciência Cristã e seu desejo de talvez mudar-se de Chicago.5 A Sra. Eddy respondeu:

…estou feliz por ter notícias tuas e confio em que estarás bem em qualquer lugar para onde fores. Nosso Pai está presente em toda parte e é Sua presença e Seu poder que curam. Não é o poder de uma mente sobre outra, não é a transferência de pensamentos mortais o que cura, mas é a Verdade divina que nos liberta[.]6

Jennie B. Fenn levou a cura pela Ciência Cristã para Nebraska e enviou relatos sobre sua prática para a Sra. Eddy. Ela escreveu para a Sra. Eddy em 3 de julho de 1885:

Na quarta-feira eu recebi um telegrama de uma Senhora que curei, pedindo-me para tratar de outra Senhora [na cidade de] Beatrice, Crença Morte, recebi o telegrama por volta das nove Da Noite. Sentei-me e dei tratamento até uma hora da manhã, e interiormente senti que ela estava melhor, No dia seguinte, quinta-feira, recebi um telefonema de Beatrice, Dizendo que a Sra. Morrison estava melhor, mas bastante fraca. Ó Sra. Eddy, se eu pudesse falar com a senhora por apenas uma hora. Estou cheia de esperança e motivação com o meu trabalho.7

Edward H. Hammond, que fez o Curso Normal com a Sra. Eddy em 1885, escreveu para ela em dezembro daquele ano para lhe contar sobre seu trabalho em Washington, D.C., e Grand Rapids, Michigan. Durante o tempo que passou na capital, explicou ele: “Dei minha primeira [conferência] para aproximadamente 60 pessoas, continuei a dar conferências cerca de duas vezes por semana. Constatei que de início as pessoas manifestaram algum interesse, que foi aumentando gradualmente”. Ele relatou ter ministrado um curso em Grand Rapids e acrescentou: “Proferi conferências aqui várias vezes e realizei inúmeras palestras públicas. Aceitei pacientes e estou curando-os de modo profissional”.8

Escrevendo de Denver, Colorado, no dia de Ano Novo em 1886, Minnie B. Hall DeSoto fez um apelo à sua professora: “Por favor, Sra. Eddy, leia isto. Não é uma carta pessoal, mas sim para o bem da Causa”. Ela então descreveu a cura de cegueira e coxeadura de sua mãe, bem como a cura de “um homem que usara muletas por 14 anos e que agora anda muito bem sem muletas”.9

Mary Baker Eddy se baseou nesses relatórios para confirmar que seus alunos eram capazes de demonstrar os ensinamentos dela de modo eficaz. Essas pessoas cumpriram a missão de cura da Igreja de Cristo (Cientista), como haviam prometido nas resoluções que redigiram no final de 1884 — “curar enfermos, pregar o evangelho e dar testemunho da Verdade”.


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  1. Igreja de Cristo (Cientista), Resoluções, 1o de dezembro de 1884, L09675, https://mbepapers.org/?load=L09675.
  2. Em agosto de 1884, Mary Baker Eddy começou a ministrar o Curso Normal na Faculdade de Metafísica de Massachusetts por ela fundada. Esse curso preparava aqueles que curavam pela Ciência Cristã, e que já tinham assistido ao Curso Primário, a ensinar seus próprios alunos.
  3. Samuel H. Howes, Jr., para Mary Baker Eddy, 31 de janeiro de 1884, 679B.76.020, https://mbepapers.org/?load=679B.76.020.
  4. Mary L. Connable para Mary Baker Eddy, 27 de janeiro de 1885, 659A.70.045, https://mbepapers.org/?load=659A.70.045.
  5. https://www.marybakereddylibrary.org/pt-br/research/dos-arquivos-de-papeis-orientando-novos-sanadores.
  6. Mary Baker Eddy para George B. Wickersham, 19 de março de 1885, L07907, https://mbepapers.org/?load=L07907.
  7. Jennie B. Fenn para Mary Baker Eddy, 3 de julho de 1885, 277.41.006, https://mbepapers.org/?load=277.41.006.
  8. Edward H. Hammond para Mary Baker Eddy, 15 de dezembro de 1885, 075.18.002, https://mbepapers.org/?load=075.18.002.
  9. Minnie B. Hall DeSoto escreveu para Mary Baker Eddy, 1o de janeiro de 1886, 223A.37.001, https://mbepapers.org/?load=223A.37.001.