É verdade que Churchill pediu a um grupo de Cientistas Cristãos britânicos que orassem?

30 janeiro 2020

Membros da Marinha Real Inglesa colocando, em um caminhão, uma mina magnética alemã desativada, circa 1939. E. D. Webb. Cortesia da divisão de Caça-minas da Marinha Real e a Associação dos Oficiais Mergulhadores.

Nós recebemos perguntas sobre se o Primeiro Ministro Winston Churchill pediu a um grupo de Cientistas Cristãos que, durante a Segunda Guerra Mundial, orassem especificamente pela situação.

Não há provas de que Churchill tenha feito tal pedido. Todavia, Peter J. Henniker-Heaton, um Cientista Cristão inglês, relatou mais tarde algo que pode ser a fonte dessa história.

Em novembro de 1939, um oficial não identificado da Marinha Real pediu a três ou quatro Cientistas Cristãos, entre eles Peter J. Henniker-Heaton e sua esposa, Rose, que orassem com relação a um perigo específico.1 Naquela época, a força aérea alemã estava lançando minas magnéticas no estuário do Rio Tâmisa. Embora as enseadas tivessem sido rastreadas em busca dessas minas, em setembro e outubro, “quase uma dúzia de navios mercantes foi afundada”.2

Em sua palestra intitulada “Our Times and Their Future” [Nossa época e seu futuro], proferida em 1971, na Reunião Bienal das Organizações Universitárias, nA Igreja Mãe, Henniker-Heaton disse:

Lembro-me de um dia, em novembro [em 1939], no começo da Segunda Guerra Mundial. A primeira arma secreta dos nazistas era uma mina magnética. Com o passar dos meses, essa mina acabou formando uma barricada que bloqueava os portos britânicos da região leste e sudeste. Seis navios afundaram no Rio Tâmisa em uma única noite.

 

Na manhã seguinte, o oficial do Ministério da Marinha, responsável por lidar com esse perigo, telefonou para três ou quatro Cientistas Cristãos e, em caráter de urgência, pediu-lhes que “realizassem seu trabalho”. Cada Cientista Cristão orou à sua própria maneira e, sem dúvida, havia outras pessoas orando também. Em nossa casa, mantivemos no pensamento o verdadeiro significado de magnetismo, estabelecido pela Sra. Eddy: “Há uma só atração real, a do Espírito. O apontar da agulha magnética para o polo simboliza esse poder que abrange tudo, ou seja, a atração de Deus, a Mente divina”. Assim sendo, não havia lugar para uma atração destrutiva.

 

O Sr. Winston Churchill completa a história em seu livro, The Gathering Storm [A aproximação da tempestade]. No dia 22 de novembro, o dia sobre o qual estou falando, “entre 21h e 22h” — usando as palavras de Churchill, “a sorte nos favoreceu” com “uma oportunidade de ouro”.

 

Uma mina magnética caiu sobre um banco de lodo, que a amorteceu, deixando-a exposta e fazendo com que não explodisse. Essa mina foi examinada e rapidamente pôde ser projetado um dispositivo antiminas. Depois disso, a mina magnética não passou de um pequeno contratempo.3

Em novembro de 1939, Churchill foi nomeado Primeiro Oficial do Almirantado da Marinha Real e passou a ocupar um posto mais alto do que o do “oficial não identificado”, mencionado por Henniker-Heaton. Nós não conseguimos determinar a identidade desse oficial.

Print Friendly, PDF & Email
  1. Peter J. Henniker-Heaton, “Our Times and Their Future” [Nossa época e seu futuro], 17 de julho de 1971, Arquivos da Igreja, Caixa 201344471, Pasta 201344528, 6–7.
  2. Winston S. Churchill, Memórias da Segunda Guerra Mundial, Volume 1 (1919–1941) (Rio de Janeiro, Brasil: HarperCollins, 1917), 131.
  3. Peter J. Henniker-Heaton, “Our Times and Their Future”, 17 de julho de 1971, Arquivos da Igreja, Caixa 201344471, Pasta 201344528, 6–7.